Há alguns anos passei por um processo de introspecção muito intenso que me trouxe um controle quase total de minhas emoções.
Passei muito tempo utilizando este controle em meu cotidiano, omitindo, sem esforço, o que se passava em meu coração. Como não poderia deixar de ser, acabei magoando algumas pessoas durante o processo, o que me levou a descartar o uso de tal mecanismo de defesa até recentemente.
Hoje, mais maduro e tendo a consciência de que nem todos os que nos cercam realmente merecem tocar nossas almas, percebo que posso voltar a utilizar esta linha de defesa em determinadas situações, sem ferir quem realmente importa. Assim, resgatando o que conquistei com muito estudo e muita concentração, volto a ser, pelo menos em uma parte do dia, o quase autômato que me torno enquanto executo, de forma prática e quase inconsciente, o processo de racionalização absoluta de minhas ações.
Mas não se assustem! Enquanto escrevo estas linhas e me vejo cercado de poesia fora do ambiente que instiga a aplicação do controle emocional quase total, estou livre para ser quem realmente desejo ser; um poeta para sempre em construção.
Aqui tenho alma, tenho sonhos, tenho planos, tenho amores. E pretendo mantê-los, mesmo quando sofro, por todo o percurso nessa minha vida tão intensa.
E mesmo que você ai do seu lado da tela tenha me magoado de alguma forma, aqui do meu lado tenho uma boa dose de perdão para brindarmos a continuidade de nosso contato nesta vida.
Então, abraços a todos e que esta estrada nos leve cada vez mais longe e mais alto, rumo ao encontro final do outro lado da existência!